domingo, 8 de janeiro de 2012

O QUE FIZERAM COM O CARREIRA ALVIM FOI UM ABSURDO, DIZ O PROF. RICARDO MOLINA.



    De acordo com Molina, principalmente depois da Operação Hurricane, a PF mudou um pouco de postura.
"O que fizeram com o Carreira Alvim, foi um absurdo". "Uma arbitrariedade da PF e do Supremo Tribunal Federal.          Não sei se ele é ou não culpado, mas em um Estado de Direito, a prova precisa ser bem constituída. Gravação não é prova, é indício. Não prova que fez isso ou aquilo. Posso falar uma coisa e não ter feito".
     Para o perito, a liberdade de interpretar "foi uma arbitrariedade gigantesca; são provas que servem aos interesses da acusação". Ele recorda que nesse caso foram quase dois anos ou mais de gravação. "Não foi um investigação sobre um fato, mas sobre um indivíduo. É como chegar num rio e jogar a rede para pegar um peixe. Ora, pode ser que naquele rico nem tenha peixe. Então, vamos esperando alguém cair na rede. Nessa situação, em dois anos até o Papa pode falar algo. Ou mesmo a Madre Teresa de Calcutá poderia cair na rede."




(ENTREVISTA CONCEDIDA PELO PROF. RICARDO MOLINA AO JORNALISTA DÉCIO VIOTO, DO  DIÁRIO DO COMÉRCIO NA EDIÇÃO DE 5 A 7 DE NOVEMBRO DE 2011, SOBRE A OPERAÇÃO HURRICANE).

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, MAS QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.

O DESEMBARGADOR FEDERAL JOSÉ EDUARDO CARREIRA ALVIM (REQUERIDO): (Continuação)
 Vossa Excelência, como juiz criminal, pode começar a analisar: se eu tivesse que encontrar com alguém em assuntos espúrios, eu ia encontrar num restaurante, doutor Abel? Eu mandava ir a minha casa, onde não tinha ninguém. Eu não ia encontrar com ninguém em restaurante, em praia, nesses lugares. Mesmo porque eu conheço a Polícia Federal, conheço a história. Fui da instituição Ministério Público. Eu conheço isso. Eu não iria me expor. Fui porque não tinha nada. E fui. Nunca vi, na minha vida, um almoço mais indigesto do que esse.
O Júnior passou lá em casa, me pegou  e nós fomos. Não me lembro nem se, quando cheguei lá, o Castellar Guimarães já estava ou se ele chegou depois. (...)
Aí chegamos e sentamos. Duas pessoas que chegaram, eu não sabia quem era quem ali. O Castellar e o Júnior eu conhecia. Eram duas pessoas que eu conhecia nesse almoço: o Castellar era meu conhecido, e Júnior, meu genro.
Eu lembro, segundo o que a minha memória me diz: porque é aquilo que digo: a memória só se lembra de fatos que aconteceram quarenta anos atrás, e, às vezes, não se lembra de ato que aconteceu ontem, que nós nos sentamos. Tinha chegado um rupo e, quando chegaram outras pessoas, eu não sei quem -- porque nunca guardei nome: "Esse aqui é Fulano", "Esse aqui é Sicrano". "Muito prazer". Foi isso que eu disse para Vossa Excelência, que já fui apresentado para aluno nosso quatro vezes; na quarta vez, ele disse: "Professor, desculpe-me, mas já fui apresentado para o senhor três vezes". O gerente chegou par mim e falou para o Castellar Guimarães: "Vamos passar para uma mesa mais adequada". E nos levou para uma mesa mais no fundo. Depois disso...
(Continua na próxima semana).

domingo, 1 de janeiro de 2012

PALESTRAS SOBRE O FURACÃO.

As instituições (Faculdades, Sindicatos, Associações de Magistrados, Tribunais, Diretórios Acadêmicos, Cursos etc.) que tiverem interesse em palestras sobre o livro "OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO", neste ano e 2012, é só fazer contato com Carreira Alvim pelo e-mail carreira.alvim@yahoo.com.br ou pelo facebook.Não se esqueça que entre o carreira e o alvim tem um ponto.

CARREIRA ALVIM NA BAND-AM-RIO 1360KHZ.

NO PRÓXIMO DIA 28/1/12, CARREIRA ALVIM ESTARÁ NA BAND-AM RIO, ÀS 20H, NO PROGRAMA CSB-NOTÍCIA, TRATANDO AINDA DO TRIBUNAL DO JURI, EM FACE DOS RECENTES JULGAMENTOS QUE DIVIDIRAM A OPINIÃO PÚBLICA. 
PARA QUEM QUISER ACOMPANHAR, SINTONIZE AM 1360 KHZ OU WWW.SEMPREAOVIVO.RADIO.BR

AS GRANDES QUANTIAS SÓ EXISTIAM NA IMAGINAÇÃO DE ANTÔNIO FERNANDO DE SOUZA E DO MINISTRO CEZAR PELUSO.



"Ao localizar a pequena quantia contida no cofre da minha casa, o delegado de Santa Catarina ligou, na minha frente, pelo celular, para o delegado que comandava a operação no Rio de Janeiro, informando-lhe que, de acordo com as anotações que lhe tinham sido passadas, ele deveria apreender apenas “grandes quantias em dinheiro”, mas que, na minha casa, haviam sido encontrados apenas dois mil e trezentos dólares e cinco mil reais; e se era para apreender. Tendo recebido resposta afirmativa, foram esses os valores igualmente apreendidos, já que as “grandes quantias” só existiam na imaginação de Antônio Fernando de Souza, o procurador-geral da República que havia requerido a busca e apreensão."

(Trecho do livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão", encontrável em www.bondfaro.com. br)

NÃO ACREDITEI QUE SE TRATASSE DE UM MANDADO DE PRISÃO EXPEDIDO POR UM MINISTRO DO STF.

"Confesso que não acreditei que se tratasse de um mandado expedido por um ministro do Supremo Tribunal Federal, a uma, porque competente para me processar e julgar era o Superior Tribunal de Justiça; e a outra, porque esse Tribunal me tinha me dito que nada havia lá contra mim.
Vou morrer sem entender porque, sendo eu um magistrado que nenhum risco podia oferecer à segurança pública, e muito menos às investigações feitas contra mim, tive que ser acordado às 5 horas da manhã, com um contingente de policiais federais armados até os dentes, pondo em risco a integridade física e mental da minha família, quando bastaria ao ministro Cezar Peluso determinar-me que me apresentasse a ele, ou me considerasse detido na minha residência até se ultimasse a busca e apreensão ou se complementassem as diligências por ele determinadas.
O que primeiro me ocorreu, naquele momento, foi ligar para o ministro Carlos Velloso, já aposentado, meu amigo desde os meus tempos de estudante, meu padrinho de casamento, e que poderia me ajudar a esclarecer o que estaria ocorrendo, já que morava em Brasília e, por certo, teria o telefone do ministro Cezar Peluso, mas, para minha desventura ele estava viajando.
Lembrei-me, então, de ligar para outro amigo, o saudoso ministro Peçanha Martins, então vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, para me ajudar a certificar a autenticidade da ordem, mas ele me disse que não tinha o telefone do colega do Supremo Tribunal Federal, retornando-me, depois, a ligação, para me dizer que o ministro Cezar Peluso tinha viajado para São Paulo."
(Trecho do livro "Operação Hurricane: Um juiz no olho do furacão", encontrável em www.bondfaro.com.br".