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domingo, 3 de novembro de 2013

PROVA TÉCNICA DESMENTE A POLÍCIA FEDERAL




(continuação)
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Também não foi devidamente esclarecido, no Laudo Pericial, de que forma poder-se-ia, distinguir uma descontinuidade “sistêmica” de uma fraudulenta; e não o foi por um único e simples motivo: porque tecnicamente não é possível fazer tal distinção.
Ressalta o assistente que o Laudo Pericial, em nenhum momento afirma que uma descontinuidade artificialmente criada poderia ser detectada em gravações semelhantes àquelas originadas de ligações Nextel; pelo que a aferição de “autenticidade” não pode ser realizada com segurança. Simplesmente afirmar, como o fazem os peritos que vícios semelhantes aos observados nas gravações questionadas (truncamentos e descontinuidades em geral) ocorrem “aleatoriamente” por causa de falhas no sistema não pode ser admitido como evidência de autenticidade. Se o sistema é falho e gera “ao acaso” descontinuidades na gravação, as quais não podem ser tecnicamente diferenciadas de efeitos semelhantes produzidos em laboratório, então que o proprietário do sistema o ajuste de tal modo a não mais produzir tais gravações imperfeitas. O que não se pode, conclui, é usar gravações repletas de descontinuidades como prova técnica válida.
Esse parecer técnico comprova exatamente o que aconteceu, ou seja, que a parte malsã da Polícia Federal aproveitou-se de uma conversa que tive com o meu genro, que nada tinha a ver com liminares, mesmo porque ele nem era advogado das casas de bingo, conversa esta onde se falou em “parte” (parte aérea e parte terrestre), e onde se falou também “em dinheiro”, porque o pedido era para que a passagem do ministro Peçanha Martins, para Buenos Aires, fosse feita em dinheiro; e, com isso, montou a famigerada frase “[a] arte em dinheiro, tá?”, sem nenhum significado no contexto, mas que servia aos propósitos da Polícia Federal, de fazer supor que eu queria receber a “minha parte em dinheiro”, fazendo dessa montagem uma versão real, o que animou o chefe do Ministério Público Federal a pedir, e o ministro Cezar Peluso a autorizar, a minha prisão temporária. 
(continua na próxima semana) 
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável nas livrarias SARAIVA, e também em www.saraiva.com.br, www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br, www.buscape.com.br e em outras livrarias do País.
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