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domingo, 17 de fevereiro de 2013

DE CONTRABANDO À ILEGALIDADE DO JOGO



"A história do Furacão é algo tão inusitado, no mundo da criminalidade, que deixa qualquer pessoa atônita, mesmo que seja um criminalista dos mais qualificados, porque começou como contrabando e acabou como ilegalidade dos jogos de bingo, para o que o Ministério Público Federal fez uma tremenda ginástica para convencer um ministro do Supremo Tribunal Federal, que foi o ministro Cezar Peluso, seu atual presidente, a autorizar uma investigação contra mim e o desembargador Ricardo Regueira, por suspeita de corrupção.

Saiba caro leitor que as decisões que proferi em favor das empresas Betec, da Reel Token e da Abraplay, pelas quais fui investigado, grampeado e denunciado no Supremo Tribunal Federal não tinham nada, absolutamente nada, a ver com jogos de bingo, nem com a sua ilegalidade – porque o que o Ministério Público Federal, nas diversas ações em que pediu a apreensão das máquinas caça-níqueis, alegava como fundamento legal do pedido, que elas continham peças contrabandeadas, e, sendo o contrabando um crime punido pelo Código Penal, pedia fossem todas apreendidas, para que fosse feita nelas uma perícia para comprovar realmente terem essas peças sido contrabandeadas. Isso porque, não havia possibilidade de fazer essas importações pelos meios alfandegários, porque a sua importação era proibida através da Alfândega."
(continua na próxima semana)
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Trecho do livro OPERAÇÃO HURICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.estantevirtual.com.br, www.bondfaro.com.br, nas Livrarias Saraiva (www.saraiva.com.br) e na Livraria Cine-ITAIPAVA (Shopping Estação Itaipava). 

NOTA: Na época em que escrevi, CEZAR PELUSO era o então presidente do STF, estando hoje aposentado, embora eu continue no "olho do furacão". 

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