Pesquisar este blog

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

DEPOIMENTO PRESTADO PELO DESEMBARGADOR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª  REGIÃO
(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                                  (Audiência, 16/4/2010)
____________________________________________________________
(continuação)

"Os áudios capitados revelam que o valor ajustado foi de um milhão” - vide áudio do dia 12 de julho de 2006."

Doutor ABEL, isso aqui agora merece uma atenção especial. Observe o dia de que esse áudio. É do dia 12 de julho de 2006. Ele [o ex-procurador-geral da República, FERNANDO ANTÔNIO DE SOUZA] coloca aqui que o SILVÉRIO recebeu um carro e que eu teria recebido a minha parte em dinheiro – seria esse um milhão que ninguém sabe onde está.

No dia em que falei na Câmara dos Deputados, eu disse isso: se o Procurador-Geral da República e o Ministro CEZAR PELUSO descobrirem esse dinheiro, ele não é meu, mas, se fosse eu mandaria que eles repartissem entre eles e ainda venderia o meu patrimônio para dar o que eu tivesse para eles, porque isso é fruto da imaginação.  

Roteiro do caso Betec: No dia 7 de junho de 2006, eles requereram; no dia 9 de junho de 2006, eu concedi; no dia 10 de junho, BENEDITO [o desembargador] cassou; no dia 11 de junho de 2006, AZULAY [o desembargador] manteve a decisão de BENEDITO; no dia 13 de junho, a um dia da Copa, o GUEIROS (Presidente) deu a liminar no mandado de segurança, e que o REGUEIRA cassou; e, no dia 14, a 1ª Turma [do TRF-2] suspendeu a decisão. Como é que havia conversa de um milhão de reais para dar uma decisão no dia 12 de julho, quando, no dia 14 de junho essa decisão já estava cassada? Só se fossem muito burros, para pagar por uma decisão que não teve eficácia nenhuma. As máquinas não foram liberadas. Essas decisões não chegaram a ter eficácia. Vossa Excelência é testemunha disso, porque acompanhou. Não estou falando para uma pessoa que desconhece. Então simplesmente, isso foi ineficaz.      

Quer dizer: sabe por que eles colocaram esse um milhão aqui? Porque a Polícia Federal [leia-se o Delegado ÉZIO VICENTE DA SILVA] diz que grampeou, nos grampos que fez, fala que... Eu quero é a perícia do Molina [o professor da UNICAMP]. Onde está ela? É essa aqui mesmo.  
                 
Sabe por que isso? A perícia que foi feita... Antes dessa Operação Furacão... Eu ensino Processual Civil e dou aula de Pós. Eu falava com meus alunos, assim: Perícia; assistente técnico, quando for necessário, vocês indiquem. É mais despesa para o processo.
                 
Geralmente, Juiz é uma pessoa conscienciosa, ele indica sempre um perito capaz. Eu, depois disso aqui, digo para os meus alunos: "Não deixem de indicar assistente técnico porque, às vezes, o perito é um bandido, e é o assistente técnico que não deixa que essas bandidagens produzam efeito.”   

O Molina foi a Brasília para participar dessa perícia três vezes. Sabe por quê? Porque essa perícia foi pedida no processo do JÚNIOR, porque o meu não andou. O meu processo está paradinho Iá, do jeito que entrou. PELUSO vai para a Presidência; e o meu processo está parado. Ninguém acredita nisso. Ninguém acredita, porque o GILMAR vem para a televisão e diz que a justiça tem que ser rápida. Quer dizer, quem não consegue ser quer que os outros sejam. O Supremo não consegue fazer justiça e quer que os Juízes façam.

Aliás, eu achei até muito terrível, porque eu vi uma declaração, na folha de São Paulo do Ministro GILMAR MENDES, que dizia assim: "Para MENDES, Chefe do Supremo, não é qualquer juiz, não é um Juiz qualquer."  
(continua na próxima semana)
____________________________________________________________
                                                                                                                                     71                                                                                                                                                                            

Nenhum comentário:

Postar um comentário