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sábado, 22 de dezembro de 2012

DEPOIMENTO PRESTADO PELO DES. CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.



PODER JUDICIÁRIO

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO

(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                                                    (Audiência, 16/4/2010)

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(continuação)


Eu me senti ofendido com isso. Quer dizer, ele [o ministro Gilmar Mendes] realmente se considera acima de qualquer Juiz. Também não sei se essa notícia é verdadeira, porque a Folha de São Paulo está dizendo:

"Para 'MENDES, Chefe do Supremo Tribunal Federal, não é um Juiz qualquer." Aliás, o Brasil, é um país que chama Juiz de Tribunal de Ministro, não é? Em Portugal, é Conselheiro; nos Estados Unidos, é Juiz. Todo mundo é Juiz.


Eu digo sempre que o dia em que se tira esse vocábulo "ministro" dos Tribunais Superiores, todo mundo vai aposentar e vai embora para casa ou abrir vaga, porque muita gente está lá porque é “ministro”. Na hora em que voltar a ser Juiz, vai embora para casa. É o culto ao poder.


Mas o Molina [perito da UNICAMP) foi três vezes lá [no INC, em Brasília]. Foi a primeira vez... Porque nós pedimos à Juíza... -- O JÚNIOR pediu à Juíza... Eu falo, às vezes, “nós” porque eu me sinto tão envolvido nisso, porque o JÚNIOR é como se fosse meu filho. Na verdade, é isso. Acho que é mais meu filho e convive tanto comigo como com o pai dele, que é uma pessoa a quem eu quero muito bem. O neto  que ele me, deu, eu digo com a maior pureza da alma; se fosse para passar por tudo que eu passei para ter o neto que ele me deu eu passaria. Acredita nisso? É uma pessoa fora de série esse meu neto, que é o João Silvério. Então, eu digo o seguinte: ele é um Buda reencarnado. Eu gosto demais dele. Para mim, foi a união da Luciana com o SILVÉRIO JÚNIOR, apesar de todas, essas aleivosias assacadas contra nós. Se falasse comigo assim; você, para. ter o João Silvério, você tem que passar por tudo isso. Aliás, eu passaria ainda mais fortalecido para ter essa criaturinha lá dentro de casa como nós temos.  


Na terceira vez que o Molina foi lá [em Brasília]... Eles [os peritos do INC da Polícia Federal] enrolaram na primeira vez, porque a ANA PAULA [a juíza] não aceitou nomear um perito fora da Polícia Federal e “pôs a raposa para tomar conta do galinheiro”.    


Doutor ABEL, o Instituto Nacional de Criminalística da Polícia Federal vai dizer que a Polícia Federal fez montagem? Quer dizer, um Juiz para pensar isso é um cidadão desprovido de inteligência, porque uma instituição não vai descredenciar a outra. 


Aí ela disse assim: "Ah. mas se for assim, um Juiz não pode julgar outro Juiz”. Totalmente diferente!


Então, foi feita a perícia pela perícia da Polícia Federal.  Quando ele [Molina] chegou lá, pela segunda vez, eles [do INC) falaram que não podia fazer a perícia, porque eles tinham que fazer uma operação. Eu não sei  detalhes disso, viu Doutora! Porque isso eu fiquei sabendo.            



E pediram à ANA PAULA [a juíza] que eles tinham que testar um Nextel, porque, como as conversas...  (ininteligível)... como é que o Nextel funcionava, para justificar as falhas. Fizeram e dispensaram o Molina [o perito]. A terceira vez que o Molina chegou lá, eles falaram: “o que concluímos foi isso aqui.” A metodologia nós não podemos revelar. 
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(continua na próxima semana)
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