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sábado, 10 de novembro de 2012

DEPOIMENTO PRESTADO POR CARREIRA ALVIM, NO RIO DE JANEIRO, E QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NÃO LEU.


PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 2ª REGIÃO
(Notas Taquigráficas SAJ/CORTAQ)                      (Audiência, 16/4/2010)
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 “É importante destacar, em ordem cronológica, os encontros entre Magistrados; Procurador da República e integrantes da cúpula do bingo."

 Aqui, eles colocam o João.

 No que me diz respeito, eles dizem assim:

 (Lê)

"O encontro entre os denunciados, Jaime Dias, Sérgio Luzio...”

Eu não estava lá. Eu não conhecia Sérgio Luzio. Eu fui conhecer na carceragem, em Brasília. Como é que um órgão oficial... Eu não sei a Polícia Federal colocou isso... Mas um chefe do Ministério Público coloca um negócio desses aqui...

 (Lê)

 ''José Renato Granado Ferreira, SILVÉRIONERY JÚNIOR, com o Desembargador CARREIRA ALVIM ..."

 Veja bem: cadê o Castellar Guimarães? Está no depoimento do Arnaldo Oliveira, que conta essa história, dizendo que realmente o Castellar disse que estava vindo para o Rio e pediu que conversasse comigo. E ele teve o trabalho de ir à Barra da Tijuca. Acredita? Porque eu estava, de férias, senão nós teríamos almoçado por aqui.  

 Eu marquei um encontro com o Castellar Guimarães, que veio com um amigo dele, que eu não conheço. Na, época, eu falei com o JÚNIOR: "Você me leva lá?" "Levo". O JÚNIOR foi.

Aparecem vários "papagaios de pirata" lá, e o Ministério Público diz que eu fui encontrar com esse pessoal.  

Isso é atitude de um homem que foi elevado à categoria de Procurador-Geral da República? E que hoje está relegado -- Deus me perdoe, pelo amor de Deus – à sua insignificância?

 A minha indignação, Doutor ABEL, foi tão grande, com esse homem, mas tão grande, que, eu fiz uma pesquisa na internet para saber o que ele tinha escrito. Ele não escreveu nenhum artigo de Direito Penal e nem de Processo Penal. Eu dava aula para uma turma de cento e cinquenta alunos. Cheguei para os alunos e disse assim: "Se vocês encontrarem um artigo escrito por ANTONIO FERNANDO DE SOUZA, eu dou um ponto por cada artigo que vocês encontrarem." Todo mundo chegou com pilhas de denúncias. Eu disse: "Mas não é denúncia." Não conseguiram um artigo desse homem, a não ser denunciar as pessoas. E ele chegou Procurador-Geral da República.
          
Então, não é de admirar que um homem com esse perfil tenha chegado a fazer o que esse homem fez. E não fez contra mim não, Doutor ABEL, fez contra uma instituição! Ele fez contra a Justiça! Agora, no momento em que ele quer desacreditar a Justiça, quero ver como vai subsistir o Ministério Público, a não ser que invertamos: transforma o Ministério Público em Justiça e transforma o Juiz em Ministério Público. Aliás, talvez até melhorasse um pouco [esse relacionamento, que é um relacionamento que foi feito para ser harmônico, e, na verdade, o Ministério Público vive batendo de frente com o Juiz].  

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