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domingo, 15 de abril de 2012

CONTAS BANCÁRIAS BLOQUEADAS



(continuação)
Aproveitei para conferir o meu saldo no Banco Real, cuja conta, até então não estava bloqueada, mas constatei que ele estava negativo em mil e poucos reais, embora, posteriormente, também essa conta viesse a ser bloqueada.
Eu tivera conhecimento de que as contas do desembargador Ricardo Regueira, do juiz trabalhista Ernesto Dória e do procurador da República João Sérgio também haviam sido bloqueadas, e tinha sido uma via-sacra para desbloqueá-las, tendo em vista que o ministro Cezar Peluso, segundo informações da sua assessoria, chamara para si todos os despachos de todos os requerimentos que entravam no processo, proibindo seus assessores de minutar qualquer decisão a respeito.
Quando vi a imprensa noticiar que os vencimentos dos desembargadores haviam sido desbloqueados, tranquilizei-me porque a minha situação era exatamente igual à dos três, e aguardei o dia seguinte para tentar movimentar de novo as minhas contas; mas estava equivocado, pois quando falei com os gerentes dos bancos disseram-me que as minhas contas em particular continuavam bloqueadas.
Nessa situação, liguei para o meu advogado, dando-lhe conta do que estava acontecendo, e pedindo-lhe que tomasse as providências para que fossem desbloqueadas as minhas contas correntes para que eu pudesse sobreviver e pagar as minhas dívidas.
Passado algum tempo, e depois de muita insistência junto ao gabinete do ministro, ele autorizou o desbloqueio das minhas contas correntes; mas, para surpresa minha eu só podia emitir cheques da Caixa, tendo perdido o direito de emitir cheques do Banco do Brasil, pois, a partir de então o saque neste banco deveria ser feito de uma única vez na boca do caixa de toda a quantia depositada. 
(continua na próxima semana).

Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em www.saraiva.com.br e em www.bondfaro.com.br.

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