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domingo, 5 de fevereiro de 2012

NO TRIBUNAL HAVIA E CONTINUA HAVENDO DESEMBARGADORES FEDERAIS DA ESTRITA CONFIANÇA DA POLÍCIA FEDERAL E DO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL.

"De uma coisa eu tinha certeza: o então presidente, desembargador Frederico Gueiros sabia do grampo, porque seria inadmissível que a Polícia Federal, com autorização ou sem ela, adentrasse o Tribunal, e o meu gabinete sem que o presidente do Tribunal o soubesse.
 Em virtude da inconfidência do então desembargador Castro Aguiar à minha mulher, quando de uma conversa com ele a respeito da disputa para a presidência do tribunal, também ele sabia da escuta, pois, de outro modo, não poderia saber que eu seria “preso e afastado do cargo de desembargador”, pelo que não poderia ser candidato à presidência.
Fiquei sabendo, nessa oportunidade, que no Tribunal havia e continua havendo desembargadores federais da estrita confiança da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, mas isso não é bom para a segurança dos direitos e pela confiança que todos depositam na Justiça.
Quando chamei o desembargador Ricardo Regueira ao meu gabinete para uma conversa, pensando que os grampos eram coisa da chapa alternativa à presidência da Casa, ele achou que eu deveria dar ciência da escuta ao então presidente, Frederico Gueiros, mas não dei; e foi bom que não desse, porque senão a Polícia Federal, o Ministério Público e o ministro Cezar Peluso teriam sabido da minha descoberta muito antes do que souberam, porque o próprio Frederico Gueiros teria se encarregado de lhes repassar a minha descoberta."

Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO, encontrável em www.bondfaro.com.br 

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