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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

MONTAGEM DE UMA FARSA (continuação)

     "Nessa ocasião, conversando pessoalmente com Silvério Júnior, disse-lhe que teríamos de "desconvidar" um dos ministros, porque não tínhamos dinheiro para pagar sua passagem, embora tivéssemos para pagar a sua estada em Buenos Aires, ou vice-versa, pagar a passagem, mas não a estada.
     Silvério Júnior me ouviu calado, e no dia seguinte em conversa comigo -- já que moramos bem próximos na mesma avenida, e com muita frequênica passo em sua casa -- perguntou se ele poderia conseguir o patrocínio para o ministro, para evitar o meu constrangimento de "desconvidá-lo". Foi ai que eu disse a ele que poderia tentar, e, se conseguisse, o convite seria mantido; e me lembro de que ele disse também que iria ver se o próprio IPEJ tinha condições de arcar com esse patrocínio.
     Com havíamos convidado dois ministros do Superior Tribunal de Justiça, Gilson Dipp e Peçanha Martins, o desconvidado seria, infelizmente, este último, apesar de ser, então, o vice-presidente daquela Corte, porque o ministro Gilson Dipp, por indicação do próprio ministro Peçanha Martins havia sido convidado para falar sobre "Lavagem de dinheiro", assunto no qual era um especialista.
     O ministro Gilson Dipp, além de ministro do Superior Tribunal de Justiça, foi também conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, e na qualidade de corregedor, foi o relator do procdesso que me aposentou compulsoriamente (...) (continua na próxima semana).

Trecho extraído da obra OPERAÇÃO HURRICANE: UM JUIZ NO OLHO DO FURACÃO (Geração Editorial), encontrável em http://www.bondfaro.com.br/

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