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sábado, 16 de julho de 2011

OS SETE PECADOS CAPITAIS DA DECISÃO SOBRE A MINHA PRISÃO


"Se a situação de cada um dos presos era diversa, como realmente era, cumpria ao ministro Cezar Peluso, subscritor do mandado, fazer expedir tantos mandados individuais quantos fossem esses presos, para não acontecer o que aconteceu comigo, que, como magistrado, sempre zeloso da fundamentação dos mandados por mim assinados, me via vítima de um mandado que, por mais que me esforçasse, não conseguia entender.
O que me deixou ainda mais perplexo foi que a decisão que se dizia extraída de um inquérito policial não continha elementos mínimos que pudessem atestar a sua veracidade; pois não continha o timbre do Supremo Tribunal Federal; eu não conhecia a assinatura do ministro Cezar Peluso, para saber se era autêntica; e o carimbo “Confere com o original”, normalmente aposto nesses documentos, parecia ter sido preenchido no escuro, porque estava simplesmente ilegível.
A decisão que decretou a busca e apreensão e, supostamente, a minha prisão, contém no mínimo sete pecados capitais, que comprometem a sua legalidade:"
(Trecho do livro OPERAÇÃO HURRICANE: Um juiz no olho do furacão".
OBS: Estes pecados capitais serão divulgados nas próximas postagens, bem assim a análise que, como magistrado, com longa atuação na área criminal, faço deles no livro.

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