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segunda-feira, 25 de julho de 2011

"NÃO PODENDO CALAR-ME DIANTE DO QUE PASSOU O AMIGO CARREIRA ALVIM, NARRO UM ADMINÍCULO"

"A propósito das prerrogativas, teria sido  hilário (senão ominoso) o que aconteceu comigo (que irei dissecar, no futuro, mas), agora, não podendo calar-me diante do que passou com o AMIGO CARREIRA ALVIM e do argumentado por (...), narro um adminículo:
Quando despertei, por volta das cinco e poucos da manhã, fi-lo despertado pela sola do sapato de um policial, nas costas, puxando as minhas mãos para trás, para serem algemadas (nas costas) com violência tal o suficiente para eu sentir dores por cerca de um mês (muitos pisavam sobre mim e minha mulher, que gritava fossem assaltantes).
Ao tentar "saltar" da cama, para enfrentar "os bandidos", pois eu não sentia tivesse sido algemado (embora muitos pisassem sobre mim), aos gritos comigo, inclusive com minha mulher por não estar devidamente vestida (talvez quisessem que ela trajasse como se participasse, comigo, de uma solenidade), foi quando senti-me "um galo" mas com o pescoço sob as azas, mais precisamente parado, sem conseguir força suficiente para apoiar os braços (eu já estava neutralizado, em razão de tiros de "dardos" (neutralizantes) proferidos contra mim, conquanto fossem intensas as dores na região dorsal.
Nesse momento, apercebi-me de clarões intermitentes, muitas metralhadoras, fuzis e pistolas ".40 e 9mms", apontadas em direção a mim e à minha mulher, com cerca de 10 bandidos, vestidos de policiais, somente no interior do quarto (outras iguais teriam sido, segundo meus filhos, apontadas para suas cabeças, cujo cano de uma arma longa atingira a cabeça de meu filho, de 13 anos de idade, acordando-o, assim, barbaramente). Tive que ser, depois, seu "psicólogo", ajudado por "psiquiatras". Uma pistola nove mms (que soube, depois, que haveria de ser a minha, com a qual eu teria reagido), era adredemente segura muito próximo de mim, enquanto eu era colocado em decúbito dorsal. 
Neste momento, ouvi um grito, mais precisamente um "berro" de um policial que reconheceu-me, qdo. era policial em Minas e havia acompanhado várias desocupações, POR ORDEM MINHA, de propriedades invadidas por membros da LOC (ele já estava no sul, de onde vieram quase todos os policiais, cerca de trinta). Então o policial exclamou: "não atire, eu reconheci, é o Dr. Militão, dos nossos, garanto!" Eram muito policiais armados, mas o "não atire" (no singular) fora endereçado àquele que portava  a nove MMs., como se fosse o primeiro (certamente o único) a atirar! Essa arma - específica - fora entregue ao delegado que comandava a operação, que, por multifárias vezes, veio, até a mim, para saber onde estava a minha "9 mms"  (muito parecida com aquela que portava e me dera para eu segurar, mas que recusei!). Aí,  chamando-me num canto, o agente que gritou, declarou, mais ou menos assim: "Dr. Militão, eu te conheço, fui colega do Oscar seu servidor (falecido, que lhe tinha grande admiração) e sempre o tive como um Juiz que eu gostaria de ser, no futuro. Saiba que não estou querendo curtir com o senhor, nem dar uma de bonzinho, pois certamente pelo que vou declarar, devo perder o meu cargo, mas, o fato é que se eu não tivesse gritado daquele jeito, impondo moral, ""sabe a pistola que lhe foi mostrada aqui várias vezes?, era aquela com a qual o senhor tinha reagido!""  
Tudo isso, enquanto eu era torturado "para contar tudo" inclusive onde estavam "os cofres com os dollares e reais", tortura que aguçou, ainda mais, após eu ter dito que a ordem era ilegal e que, após 05.10.88, não mais havia prisão administrativa - eles diziam sempre  que "a ordem era do seu chefe" -  bem ainda, eu salientava, que a "sentença" administrativa do "Corregedor" seria tão válida como se houvesse sido proferida pelo síndico do meu condomínio. Horas depois, vinha o "delegado chefe" querendo "inutilizar"  a "nota do ciente", onde eu fiz registrar a irregularidade, para que eu assinasse outra e "calasse a boca",  sob ameaças de que, talvez eu não mais visse os meus filhos, nem chegasse vivo a Brasília, pois eu estava "fudendo" o meu chefe, que "àquela altura do campeonato" estava preocupado (o próprio delegado dizia: "interessante! Nós, da policia federal,  sempre cumprimos são as ordens dos Juízes Federais, mais o turcão disse que era seu chefe", mas, pensando melhor "se o senhor mandasse prender ele também, aí agente deixava de cumprir as duas! No entanto... depois de 05 horas, com a operação desencadeada em outros Estado, agora não tem mais jeito, seja o que Deus  quiser!".
Neste momento, "zangado", um agente (talvez escrivão!) exigiu que eu me identificasse, mediante a apresentação "do seu RG DE jUIZ", da sua "carteira funcional de Juiz Federal", no que eu não entendi, NEM ATENDI ! Minha filha, prestimosa,  buscou e entregou-lhe a carteira de Juiz, a qual ele leu as prerrogativas, riu, debochou delas (da minha filha e da carteira) e foi "XEROCOPIAR O RG DO JUIZ" (vi que era paulista, pelo sotaque e pela expressão "RG") voltando, logo a seguir, dizendo:"ela lhe servirá qdo ""V.Exa."", for ao sanitário", jogando a cópia sobre mim (depois, aludida cópia fora juntada aos autos).

Um comentário:

  1. Passei por esta violência no último dia 28 de abril quando fui arbitrariamente "preso" por supostamente ter solicitado dinheiro à estrangeiro em troca de sua permanência no Brasil. Fiquei horas após abordagem pirotécnica nas ruas de campo grande sem saber o motivo.Aguardo a justiça fazer justiça!!!
    Agente Federal Moura
    Campo Grande/MS

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